Blog - Momento Kulzer

O impacto do COVID-19 através do olhar de alguns colaboradores da Kulzer

3 funcionários e suas experiências:

ARZU OKKAY-OEZTÜRK

Agente de serviço de atendimento ao cliente em Hanau, Alemanha

JEFF BACHEY

Diretor de crescimento de revendedores em South Bend, IN, EUA

TATIANA ASSIS

Supervisora de Vendas Diretas em São Paulo, Brasil

Como o COVID-19 influenciou a área odontológica em cada um de seus países?

Arzu Okkay-Oeztürk:

Os primeiros lockdowns começaram no final de março na Alemanha. Dentistas e laboratórios podiam trabalhar, mas apenas pacientes com emergências apareciam na clínica. Em abril, percebemos que cada vez menos clientes ligavam. No entanto, maio foi o único mês em que tivemos uma forte queda. Em junho, o número de solicitações voltou a subir e se normalizou ao longo de julho.

Jeff Bachey:

Muito semelhante nos Estados Unidos. Em abril e maio, houve uma paralisação de 2 meses em todo o país. Esta paralisação causou a diminuição no volume de trabalho de laboratórios, que já não produziam próteses, o que fez com que ninguém comprasse produtos de revendedores ou fabricantes. Os preços dos EPIs, como luvas, máscaras, protetores faciais, lenços umedecidos e aventais cirúrgicos começaram a aumentar drasticamente devido à baixa oferta e alta demanda. Acredito que julho foi um momento decisivo para cirurgiões-dentistas, laboratórios, revendedores e fabricantes, porque as receitas aumentaram substancialmente em relação a abril, maio e junho. Essa tendência positiva permitiu às empresas trazerem seus funcionários de volta ao trabalho.

Tatiana Assis:

Na verdade, aqui no Brasil, os laboratórios e dentistas pararam de funcionar apenas no primeiro mês. Claro que houve uma redução clara da atividade neste período, mas estamos vendo o mercado se reconstruindo e se fortalecendo. Como equipe de vendas no Brasil, estamos retornando gradativamente ao trabalho presencial após mais de 5 meses, ainda em meio a algumas incertezas, mas muito confiantes com o que somos capazes de realizar. Foram meses difíceis, mas conseguimos nos adaptar a um modelo mais digital de fazer negócios.

Como seus clientes lidaram com essa situação difícil?

Jeff Bachey:

Todos sofreram dramaticamente ao tentar operar sob essas circunstâncias pandêmicas, e muitas pessoas foram afetadas pessoalmente por licenças e demissões. Todo mundo está cortando gastos para poder superar este momento difícil. A maioria das empresas tiveram que ser flexíveis nas condições de pagamento para administrar a situação.

Tatiana Assis:

Os laboratórios também passaram por um momento difícil no Brasil. O mercado odontológico em geral tem mostrado sua força e os profissionais da odontologia, mais do que nunca, demonstram sua responsabilidade com a saúde de seus clientes, parceiros e pacientes. Portanto, no geral, com base no feedback que recebemos dos profissionais de odontologia, temos um sentimento positivo.

Arzu Okkay-Oeztürk:

Na Alemanha, dentistas e laboratórios dentários têm a sorte de ter a possibilidade de trabalhar com jornada reduzida e ainda receber uma remuneração, que é subsidiada pelo governo alemão (trabalho com carga horária reduzida). A maioria dos laboratórios do meu conhecimento fez uso dessa “ferramenta” para enfrentar os meses mais difíceis. Mas fiquei surpreso com os diferentes cenários ouvidos dos nossos clientes. Alguns laboratórios realmente lutaram para manter o fluxo de caixa e o trabalho suficiente para sua equipe, enquanto outros me disseram que, após o “lockdown”, houve aumento do trabalho, pois não tinham equipe suficiente para realizar toda a demanda. Claro, isso variou de acordo com a região, uma vez que certas regiões não foram tão afetadas pelo COVID-19.

Que experiência especial você teve durante a crise do COVID-19?

Jeff Bachey:

Quando fiz uma de minhas últimas viagens de negócios em meados de março em Nova York, realmente me dei conta quando tivemos nossa reunião de negócios e ninguém apertou as mãos. Mais tarde, no meu vôo de volta para casa, o aeroporto da cidade de Nova York, que normalmente é um dos aeroportos mais movimentados do mundo, estava quase vazio. Isso foi um despertar para mim.

Tatiana Assis:

Uma experiência especial para mim nesses momentos foi poder fechar negócios importantes e desafiadores, mesmo sem um contato pessoal com o cliente. Esta era uma situação desconhecida até então. Pessoalmente, acredito fortemente em um novo modelo de trabalho que continuará após a pandemia, no qual o uso das redes sociais tem se mostrado perfeitamente adequado para nós.

O que você aprendeu com essa pandemia?

Arzu Okkay-Oeztürk:

Toda essa crise me mostrou que temos que tratar todos e tudo na terra de forma diferente, o que significa estar mais atentos e perceber quão preciosa é a vida.

Tatiana Assis:

Sim eu concordo. Para mim, o isolamento social foi, sem dúvida, algo que nunca tinha experimentado antes, mas aprendi uma lição valiosa: a capacidade humana de adaptação. Isso nunca foi tão importante.

Jeff Bachey:

Tem sido uma época louca e aprendemos muito. Esse vírus me lembrou de como sou grato por trabalhar para uma empresa global como a Mitsui, que apoia e protege seus funcionários em momentos muito difíceis.

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