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Reabilitação de lesões cervicais não cariosas associadas com hipersensibilidade dentinária empregando resinas compostas nano-híbridas.

INTRODUÇÃO

Devido a estratégias de promoção de saúde e as políticas públicas de saúde, doenças bucais, como cárie e doença periodontal, tiveram diminuídas suas prevalências.

A atenção do clínico se voltou, então, para injúrias que ocorrem na cavidade oral, cuja etiologia não depende diretamente de microrganismos e da condição higiene bucal do paciente tal como as lesões cervicais não cariosas (LCNC) e a Hipersensibilidade Dentinária (HD).

O entendimento de tais lesões desperta grande interesse por parte dos profissionais, pois a partir do momento em que apresentam exposição de dentina são gerados problemas bucais consideráveis, como HD.

Em relação a maior prevalência de pré-molares com LCNCs a justificativa para tal é baseada nos conceitos de biomecânica.
A constrição cervical que estes dentes apresentam gera maior concentração de tensão nesta região e também, a menor espessura óssea encontrada na face vestibular destes dentes deixa-os mais suscetíveis a formação das lesões.

E ainda, devido ao trespasse vertical encontrado na face vestibular dos pré-molares o que facilita uma desoclusão em dentes posteriores na ausência de guia canina, portanto, durante o movimento excursivo para o lado de trabalho, na ausência de guia canina, os pré-molares são os dentes que mais recebem carregamentos laterais.

Neste contexto, as regiões cervicais são mais susceptíveis a concentração de tensão e deformação, podendo exceder os limites de resistência e romper-se micro e macro-estruturalmente (Esquema 1). Assim, a perda de estrutura nessa região seria desencadeada.

Portanto, a direção, magnitude e frequência das forças oclusais atuam diretamente como parte da tríade de formação multifatorial das LCNCs. O caráter multifatorial destas lesões e da HD faz com que o controle dos fatores causadores dessas alterações seja fundamental para o sucesso do tratamento.

Dentre esse fatores destaca-se também o fenômeno chamado de Biocorrosão que se refere a degradação química, eletroquímica e bioquímica da estrutura dental em organismos vivos, e é considerado o termo mais adequado para designar esse fator.
Esse processo pode ocorrer por causa da ação de ácidos e por efeitos proteolíticos e piezoelétricos da dentina, diferentemente da erosão dental, caracterizada pela degradação mecânica gerada pela movimentação e atrito de fluidos em contato com as estruturas dentais.

Os autores deste tem como objetivo relatar um caso clinico de reabilitação de LCNC em prémolares superiores com alta intensidade de HD.

  • Figura 1
  • Figura 2
  • Figura 3
  • figura 4
  • Figura 5
  • Figura 6
  • Figura 7
  • Figura 8
  • Figura 9
  • Figura 10
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  • Figura 25
  • GLUMA® Desensitizer

CONCLUSÃO

Os autores indicam para este caso a restauração direta em resina composta, a restauração semi-direta de acordo com a técnica descrita acima, ou a restauração indireta com fragmentos cerâmicos cimentados adesivamente.
A perda de estrutura dentária é fator modulador chave para a alteração do comportamento biomecânico do remanescente dentário.

A LCNC, portanto, irá promover o acúmulo de tensões no fundo da LCNC. Quando o tecido desgastado é substituído por material restaurador, ocorre a dissipação das tensões presentes no fundo da LCNC, assemelhando-se ao dente sem desgaste cervical.

Caso o procedimento restaurador não seja executado, a concentraçã o de tensão continuará presente no fundo da lesão, além de esmalte e dentina continuarem susceptíveis aos demais fatores etiológicos de desgaste, resultando na progressão da LCNC e em um ciclo de perda de estrutura.

Entretanto, não basta somente restaurar ou dessensibilizar a LCNC. O procedimento restaurador ou aplicação do dessensibilizante não é o tratamento final patologia. O manejo correto consiste na abordagem terapêutica de todos os fatores etiológicos da formação e progressão.

Caso a multidisciplinaridade não seja respeitada, pode ocorrer a continuidade da progressão da LCNC em dentes já restaurados ou dessensibilizados, resultando em falha da restauração e retorno da hipersensibilidade.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A HD do paciente foi controlada. É importante o planejamento de visitas futuras e acompanhamento regular. O sucesso do tratamento está diretamente relacionado com a capacidade do profissional em detectar e controlar os principais agentes causadores, e consequentemente selecionar corretamente a técnica reabilitadora.

MATERIAIS UTILIZADOS

Neste caso clínico, foram utilizados diversos produtos Kulzer. A Kulzer recomenda a utilização do dessensibilizante à base de glutaraldeído “GLUMA® Desensitizer”

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As opiniões, suposições, interpretações e posicionamentos pessoais expressos neste blog são de responsabilidade dos autores das respectivas publicações e não refletem necessariamente o posicionamento oficial da Kulzer.

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2 Comentários

  • Maria Helenise Campos Pena - 1 ano atrás

    Nossa amei estas dicas ! Mto obrigada professor …!!!

    • Kulzer Brasil - 1 ano atrás

      Que ótimo Maria! Espero que aprecie ainda mais nossos conteúdos! 🙂

Senhor Jesus