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Reparo intraoral: Uma alternativa segura, econômica e conveniente

Dr. med. dent. Janine Schweppe

Falhas como fraturas e lascas, localizadas nas restaurações, muitas vezes ainda resultam na substituição da restauração inteira. A Odontologia atual prefere reparos a substituições, sempre que possível. Materiais como GLUMA Bond Universal tornam os reparos intraorais de fácil execução.

Os reparos ajudam a preservar a estrutura dental sadia e prolongam a ciclo de vida de restauração, porque cada substituição promove o desgaste do tecido dentário. Ao fornecer aos pacientes um tratamento de qualidade, com baixo custo e o menos invasivo possível, o dentista  acaba se destacando. A questão é apenas esta: quando é possível – e indicado – optar por um reparo intraoral? Um artigo publicado recentemente pela Universidade de Munique definiu quatro opções de tratamento para restaurações com falhas:

1 – Sem tratamento: monitoramento de restaurações no caso de pequenas falhas como restauração manchadas ou pequenas imperfeições marginais que não gere impacto negativo ao paciente se não for tratado.

 

 

2 – Remodelação: Remodelação de uma restauração se a falha puder ser contornada sem a necessidade de adicionar novo material restaurador. Exemplos são a remoção de excessos, polimento de margens pigmentadas, selamento de pequenos orifícios ou poros.

 

3 – Reparo: é indicado se a restauração apresenta deficiências que exijam adição de material restaurador. Um reparo precisa ser feito se as imperfeições ocasionarem deterioração no caso de não tratamento. Exemplos são cáries localizadas adjacente às margens restauradoras, fraturas do material restaurador ou do dente e falhas marginais.

 

4 – Substituição: a substituição da restauração é indicada caso apresente problemas graves e generalizados, que exijam tratamento. Além disso, se a falha não for de fácil acesso, é preferível que a substituição da restauração seja completa. Exemplos esta situação são quando há extensas cáries ou diversas falhas em um mesmo dente.

*Fonte: Hickel R, Brüshaver K, Ilie N: Review. Repair of restorations – Criteria for decision making and clinical recommendations. Dent Mat 29, 2013:28-50.

 

Reparo intraoral de uma cerâmica à base de silictao/vitrocerâmica

Materiais dentários como o GLUMA Bond Universal unem-se a uma variedade de materiais, permitindo que o dentista seja minimamente invasivo no tratamento de restaurações problemáticas. O GLUMA Bond Universal adere à maioria dos materiais dentários com apenas uma embalagem. Somente em superfícies de cerâmica de silicato, o GLUMA Ceramic Primer deve ser aplicado intraoralmente antes do adesivo. O próximo item mostra passo a passo a facilidade com que um reparo intraoral em uma cerâmica de silicato / vitrocerâmica é feito

1 – Situação clínica:

Cárie secundária em uma inlay de cerâmica de silicato na distal do 16. Cárie causada pela restauração 17. Esta restauração tinha um grande defeito onde o alimento ficava impactado.

Restauração 17 mostrando a grande mancha de cárie na mesial da restauração de resina. Foi realizada a abertura em direção à superfície interproximal.


 

2 – Dente 16 após remoção de cáries sob as duas restaurações de cerâmica de silicato. Restauração 17 foi previamente reparada, usando GLUMA Bond Universal e resina composta. Uma matriz seccional foi posicionada e bem adaptada para moldar a superfície da restauração. O correto ajuste da matriz permitiu um controle adequado de contaminação. A cerâmica foi asperizada com uma broca diamantada fina. Alternativamente, pode-se fazer o jateamento intraoral da superfície da cerâmica.

 

3 – Condicionamento seletivo do esmalte utilizando o GLUMA Etch 35 Gel.

 

4 – Silanização da superfície da cerâmica de sílica ultilizando apenas o GLUMA Ceramic Primer.

 

 

5 – Superfície brilhante de toda a cavidade após a aplicação, secagem ao ar e fotopolimerização do GLUMA Bond Universal.

 

6 – Imagem imediatamente após a realização da restauração nos dentes 16 e 17 usando uma resina composta direta (exemplo: Charisma Diamond).

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