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Tratamentos odontológicos conservadores

À medida que a tecnologia se torna cada vez mais sofisticada e complexa, surge uma nova tendência para produtos que sejam conservadores ou frugais – em latim: simples, econômico ou utilizável. O principal benefício desses produtos é sua simplicidade: eles só podem ser usados para seu propósito original. Mas essa não é a única vantagem das inovações conservadoras. Esses produtos também são econômicos, robustos e usam menos recursos como resultado.

No âmbito da odontologia conservadora, os pacientes devem receber um tratamento pragmático adequado, sustentável e econômico.

Não é barato, mas não é caro. Embora a odontologia conservadora seja distinta do segmento premium, não é uma solução de baixo custo. O principal objetivo dos desenvolvedores é fornecer um produto robusto, simples, mas durável.

Os padrões de qualidade devem ser atendidos. Esses tipos de inovações também devem cumprir todos os padrões de qualidade e regulamentares aplicáveis durante o desenvolvimento.

Vinho antigo em garrafa nova

A medicina conservadora não é um conceito totalmente novo. Para cuidados específicos do paciente, no entanto, é encorajador que não haja mais foco em procedimentos de alta tecnologia e tecnologias CAD / CAM cada vez mais sofisticadas, mas que conceitos razoáveis e sustentáveis, minimamente invasivos também estejam sendo explorados.

Responder às necessidades dos clientes

Ela também é uma resposta a uma necessidade urgente do cliente: os jovens em todo o mundo procuram cada vez mais soluções odontológicas adequadas, que economizem recursos e que sejam duradouras, sem quaisquer custos extras supérfluos. Na verdade, os métodos de tratamento conservadores também costumam ser a escolha preferida entre pacientes mais velhos e com comorbidades. O objetivo é não expor os pacientes a um desgaste adicional, além do estresse causado por terapias invasivas.

Tanto quanto necessário e o mínimo possível. Produtos econômicos não são construídos de acordo com o princípio comum de “superengenharia”, por exemplo, produtos que são mais do que perfeitos, testados por anos e os menores possíveis. Ao invés disso, é uma questão de usar peças tão robustas tanto quanto seja possível e que duram muito tempo, mas que oferecem funcionalidade limitada. E, claro, eles não empregam as tecnologias mais recentes por serem simplesmente muito caras.

Com conceitos de tratamento simples, os pacientes recebem materiais e soluções pragmáticas, sustentáveis e geralmente econômicas que evitam procedimentos mais invasivos ou até mesmo extrações. Nesta matéria, apresentamos quatro desses procedimentos.

Uma alternativa menos desconfortável em comparação à anestesia convencional

A anestesia intraligamentar (ILA) é uma alternativa mais amena à anestesia convencional: a administração de anestésico local é efetiva em várias indicações e é menos estressante para o sistema cardiovascular. A injeção da substância ativa no ligamento periodontal resulta em anestesia imediata e completa de um dente individual, sem que o paciente tenha de permanecer com a língua, lábios ou bochechas anestesiados.

Tratamento minimamente invasivo de problemas extensos

Atualmente, cáries, fraturas ou defeitos extensos do elemento dental podem ser tratados com restaurações diretas. A ideia por trás da elevação da caixa proximal e técnicas semelhantes é primeiro elevar a caixa proximal no sentido oclusal com um incremento de resina composta em dentes comprometidos sub-gengivalmente. Em uma segunda etapa, os incrementos de resina composta finais ou a restauração de cerâmica podem ser inseridas. Esta técnica aprimora conceitos de tratamento como aumento de coroa clínica, que pode ser dispensado, posicionando a margem supra-gengivalmente. É importante notar que a margem acabada e polida idealmente deve terminar pelo menos um milímetro acima do osso alveolar e não deve danificar a inserção do tecido conjuntivo. Se a margem de restauração finaliza mais profundamente, aí então torna-se necessária, a realização do procedimento de aumento de cora clínica. Com a técnica de elevação da caixa proximal, a distância entre a borda do osso e a margem da restauração deve ser definida em aproximadamente um milímetro. Utilizando técnicas e materiais adequados e boa higiene bucal, é possível atingir resultados excelentes, livres de inflamação na região proximal, mesmo que o espaço biológico fique ligeiramente inferior a um milímetro.

Planejamento consciente para o fechamento de espaços

“Todo diastema deve ser preenchido”: este é o lema da odontologia moderna. No entanto, diastemas sem perdas funcionais e sem grande comprometimento estético podem ser deixados em suas condições naturais. Mesmo em pacientes com a dentição pequeno e curta, os dentistas devem verificar a situação com cautela. Um estudo de coorte realizado na Holanda demonstrou que dentições com essas características podem permanecer estáveis por décadas2. Ao invés de reabilitar com uma prótese fixa ou implantes, a reanatomização dos dentes adjacentes usando resina composta também pode ser uma excelente alternativa de tratamento para o fechamento de espaços. O diastema medial é outro ótimo exemplo: pode ser fechado de forma demorada e onerosa com facetas indiretas ou coroas, além de tratamento ortodôntico; mas também pode ser realizado com facetas diretas de resina composta. Além disso, a modificação de um dente canino em um incisivo lateral usando resina composta pode ser uma opção simples e prática, de rápida resolução.

Preservação ao invés de substituição

Odontologia conservadora também significa preservar uma restauração existente ao invés de substituí-la: o reparo intraoral pode estender significativamente a vida útil de restaurações diretas e indiretas3. Pequenas falhas, como lascamento ou lesões de cárie localizadas na margem da restauração, podem ser reparados intraoralmente. Porém, para isso, a adesão deve ser compatível com os materiais utilizados. Adesivos que aderem a vários materiais odontológicos, como o sistema Gluma Bond Universal, podem ser uma ajuda valiosa nesta situação. É crucial que o adesivo seja aplicado corretamente para garantir a perfeita união entre a restauração e o adesivo e material reparado. O profissional deve seguir as instruções de uso do fabricante e prestar especial atenção aos tempos de exposição e recomendações sobre a secagem. Como citado nos tópicos acima, um bom atendimento odontológico nem sempre exige procedimentos de alta tecnologia. Hoje, as intervenções conservadoras oferecem uma infinidade de possibilidades para cuidados de longo prazo minimamente invasivos. A decisão sobre qual procedimento concreto seguir deve ser feita em conjunto com o paciente, com base em uma análise completa de risco-benefício.

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